No auditório da Uema de Imperatriz estava prevista para 20h, palestra do jornalista Palmério Dória, autor do livro Honoráveis Bandidos, que relata a trajetória antiética, de corrupção e escândalos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e de membros e agregados de seu clã.

Houve uma denúncia que vândalos ligados a oligarquia Sarney tentariam impedir o evento. Segundo o blog do jornalista Frederico Luiz (que registrou as imagens com exclusividade da baderna) os organizadores decidiram adiar o início, queriam identificar o grupo que veio, em sua maioria de São Luís.

O clima ficava tenso a cada minuto que passava. A PM chegou ao local e às 21h17 o evento organizado pelo DCE começou. O líder camponês Manoel da Conceição, o ex deputado Luiz Pedro, o escritor Adalberto Franklim e o próprio Palmério Dória estavam no interior do auditório.

Após cerca de meia hora de palestra, a tropa-de-choque de Sarney colocou seu plano em ação: atirar pedras para causar tumulto e dispersar a assistência, em sua maioria, estudantes. A Polícia Militar entrou em ação e conseguiu retirar os integrantes do grupo que estavam no auditório lançando pedras. Após um breve intervalo, ela foi reiniciada. A assistência que estava no pátio entrou em pânico e começou a sair pelo portão principal, muitos ainda ficaram. A PM usou gás de pimenta e bombas de efeito moral.

A confusão só foi controlada após a intervenção da Polícia Militar, que disparou quatro tiros para cima para intimidar os baderneiros. A PM confrontou por duas horas do lado de fora do auditório. Nele, resistindo, a palestra continuava como “se nada houvesse”

De acordo com o blog do jornalista Raimundo Garrone, o movimento contrário ao lançamento do livro chegou em ônibus fretado com faixas da Federação da Juventude Maranhense (Fejuma), entidade ligada ao governo Roseana Sarney. Tudo muito parecido com o que ocorreu ano passado no Sindicato dos Bancários, em São Luís, onde um grupo a mando do então secretário Roberto Costa (Esportes), promoveu cenas de pancadaria e barbaridade no local.

O grupo era liderado pelo vereador Assis Filho (PP) de Pio XII, um dos principais aliado de Roberto Costa. Segundo informações o grupo teve o suporte em Imperatriz do suplente de deputado estadual Léo Cunha, já que carros foram identificados como de sua propriedade.

Por telefone, Léo Cunha negou qualquer envolvimento com a baderna promovida pelos ditos “estudantes”.

Em novembro do ano passado terminou em pancadaria e “chuva” de cadeiras o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos” na sede do Sindicato dos Bancários em São Luís (MA). Estudantes ligados à família Sarney jogaram ovos e uma torta na direção de Dória, em protesto contra o livro.

O sindicato registrou ocorrência no Plantão Central Beira-mar da Polícia Militar. O caso foi encaminhado ao 1º Distrito de Polícia da capital, que teve a missão de investigar o episódio. Ninguém foi punido até hoje.

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