Do blog Traduzindo o Juridiquês.

É impressionante notar como muitas pessoas nutrem um claro sentimento hostil em relação ao Estado de Israel, que acaba se sobrepondo a qualquer análise minimamente racional e isenta.

A morte de nove pessoas e os ferimentos causados em tantas outras foi lamentável, como sempre é lamentável qualquer situação que chegue a esse ponto. É evidente que o assunto merece uma investigação e que a força empregada pelos militares israelenses foi desproporcional. Aliás, a própria operação de abordagem foi mal planejada e executada.

O problema é que os veículos de imprensa parecem esquecer que os manifestantes estavam querendo furar o bloqueio a Gaza, mesmo tendo sido avisados para que não o fizessem. Concorde-se ou não com o bloqueio, o fato é que tentar furá-lo é um ato de hostilidade contra Israel.

Houve diversas tentativas de negociação. As forças de segurança solicitaram que os barcos se dirigissem a uma cidade israelense, onde os tais suprimentos seriam desembarcados. Mas isso não adiantou, pois o que os manifestantes queriam mesmo era furar o bloqueio. Um ato pacífico, cheio de “humanidade”, sem dúvida…

Poucos falam do vídeo no qual os manifestantes atacam os soldados de Israel, depois de esgotadas as negociações. É interessante observar os “pacifistas” partindo para a pancadaria. E agora dizem que “as iniciativas não vão parar”. Um porta-voz do Movimento Gaza Livre afirmou que “possivelmente Israel terá algum tipo de bom senso. Eles terão que parar com o bloqueio a Gaza, e uma das maneiras de fazerem isso é nós continuarmos mandando barcos”.

Que iniciativas humanitárias e pacíficas são essas, se o clima é claramente de afronta ao Estado de Israel? Exige-se bom senso de Israel, mas aos “pacifistas” tudo é permitido, inclusive o ódio cego.

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http://oglobo.globo.com/blogs/juridiques/posts/2010/06/04/o-odio-dos-pacifistas-296477.asp

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