Os textos estão postos em ordem alfabética, de acordo com o nome do autor.

A Organização da Vida de Estudos na Universidade

Por Antônio José Dutra dos Santos Jr.*
1
O estudante ao ingressar no curso superior passa por um estágio de aprendizagem um pouco diferenciado dos conhecimentos adquiridos anteriormente. As condições de ensino da Faculdade respaldam-se pela busca, inovação e capacidade crítica, em detrimento, àquele mecânico, passivo e arcaico de estudos anteriores.

No início, o estudante apresenta como subsídios iniciais textos básicos, introdutivos, dicionários como ponto de partida dentro de um contexto teórico, no qual, ele começa a consolidar sua aprendizagem. Consequentemente, o início do curso superior munindo-se única e exclusivamente de textos especializados e monográficos seria uma tentativa pouco eficaz.

Com isso, faz-se necessário a disposição de um material de trabalho específico para a devida exploração por parte do estudante. A formação de uma biblioteca especializada e qualificada é de extrema importância no processo seqüencial de aprendizagem, pois, com este material o discente pode esclarecer dúvidas iniciais, adquiridas nas aulas, seminários e debates.

Por isso, o papel do professor não é ser um excelente especialista e sim mais além, atuando de forma que os próprios alunos descubram suas vias de aprendizagem. O encaminhamento lógico que o estudante passa até atingir a maturidade e habilidade passa a ser um grande cidadão e profissional inserido no mercado de trabalho é árduo, gradativo, paulatino e recompensador.

Na universidade, existe uma gama de instrumentos de trabalho que podem ser utilizados pelos estudantes, como: revistas, repertórios bibliográficos, livros, internet, etc. Porém, a aprendizagem concretiza-se com a devida exploração de tais instrumentos. Por exemplo, a exploração dá-se através da documentação e anotação dos temas principais abordados em sala de aula, debates, seminários, conferências e congressos. Portanto, o papel essencial da Universidade é oferecer instrumentos e subsídios para o estudante produzir e não reproduzir.

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* Antônio José Dutra dos Santos Jr. é aluno do segundo período de direito da UFMA/Imperatriz.
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A Organização da Vida de Estudos na Universidade

Por Denisson Gonçalves Chaves.*
2

A própria denominação “ensino superior” deixa a perceber as distinções qualitativas entre o ensino médio e o complexo âmbito universitário, onde o antigo colegial deve fazer por onde se tornar um acadêmico, semanticamente entendido como “indivíduo acima do povo”; para usufruir de tal pretensão, o estudante deve conscientizar-se de que doravante será exigida uma autonomia intelectual, seja do acompanhamento profissional ou subsídios estruturais oferecidos pela maior parte das entidades de ensino superior.

Todavia, isso não significa que o estudante estará inerme diante das limitações educacionais, a autonomia de que se fala é a independência incentivada pela procura da atividade criadora, que é estimulada em qualquer tipo de sociedade contemporânea, ademais, os estudantes estarão sendo preparados para a fundamentação da pesquisa científica, e saber retirar algum benefício de meios limitados, até mesmo escassos é uma prova de superação dos obstáculos educacionais que poderão, é o que se espera, ser refletidos no meio social.

O hábito, ou melhor, dever da leitura, quando não está em desuso e mal incentivado e administrado no ensino secundarista, na universidade torna-se uma atitude compulsória, intrínseco ao estudante, por esse e outros motivos, a pesquisa bibliográfica necessita utilizar um padrão de utilização do instrumento bibliográfico, essa padronização consiste basicamente, em princípio, em um “encaminhamento lógico” que inicie o estudante a pensar, esse encaminhamento deve comportar textos básicos, genéricos e introdutórios, porém esse encaminhamento deve ser temporário, numa fase mais evoluída deve-se iniciar os textos especializados com maior nível de especificidade, além disso o estudante pode disponibilizar os auxílios complementares com revistas especializadas e recursos da tecnologia informacional, no entanto a posse de instrumentos auxiliares de pesquisa é ineficaz sem uma metodologia de trabalho organizada, que ajude o estudante a compreender e interpretar os assuntos repassados dentre essas metodologias demonstram-se satisfatórias: fichamentos conceituais.

Portanto compreende-se que a participação do acadêmico é primordial e categórica, em suas divisões de horários, escolha da metodologia de trabalho, revisão dos fichamentos. O estudante necessita aderir à concepção de autonomia individual e pedagógica.

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* Denisson Gonçalves Chaves é aluno do primeiro período de direito da UFMA/Imperatriz.
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Os Métodos Estudantis

Por Franklin Magno de Melo Veras Filho.*
3

O ensino superior tem o objetivo de formar profissionais, gerar conhecimentos novos e prestar serviços à comunidade vizinha. Para que esta meta seja alcançada, o estudante universitário precisa se adaptar às novas condições de ensino, pós-ensino-médio, para formar os conhecimentos extraordinários. Nesse contexto, as posturas de estudo devem-se modificar radicalmente, pois diferentemente do ensino escolar, a conceituação dos temas depende fundamentalmente do próprio aprendiz.

O citado procede, pois o ensino superior exige maior autonomia, na medida em que ele o faz apenas com a função de fornecer instrumentos para um esforço criativo particular do aluno. Este último terá acesso aos comentários do docente e deverá complementá-los com o material didático e científico que a instituição oferece, dentre os quais cita-se textos básicos, como dicionários, textos introdutórios, textos de história e revistas especializadas.

Esta situação mostra a necessidade da formação individual de uma biblioteca, pois a aquisição de conhecimentos superiores, tal como se concebe atualmente, é fundada por instrumentos bibliográficos, pela importância da absorção do vocabulário próprio da disciplina. Nesta biblioteca devem-se incluir revistas, que trazem informações sobre novidades no campo científico da disciplina estudada. Em auxilio a estes instrumentos, estão a participação em conhecimento extra-escolares.

No que tange as aulas, seminários e afins, o aprendiz deverá preparar um cronograma de estudo e documentar os diferentes discursos para uma pesquisa bibliográfica ulterior. A preparação anterior para debates é de suma importância, pois as opiniões se encaixarão nos conceitos estudados. Por fim, deve-se entender que todo conhecimento de ser sistematizado e revisado para que haja uma personalização posterior que culmina na apreensão total dos conteúdos debatidos e estudados.

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* Franklin Magno de Melo Veras Filho é aluno do primeiro período de direito da UFMA/Imperatriz.
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Estudo e Método

Por Joabe da Silva Arruda.*
4

Diferentemente do que ocorre no ensino-médio, em que o estudante se dedica ao estudo de dez, onze ou mesmo doze (!) disciplinas, no ensino superior o rol de matérias é bem mais modesto. Isto, a priori, é positivo, já que o aluno poderá dar mais ênfase às áreas realmente importantes para sua formação profissional. No entanto, dado a metodologia secundarista arraigada na mentalidade dos novos universitários, essa transição não é de todo simples.

Nesse sentido, as metodologias de estudo propostas por Antônio Joaquim Severino (Metodologia do trabalho científico, cap. I) são de grande valia. “Ao dar início a essa nova etapa de sua formação escolar (…) o estudante dar-se-á conta de que se encontra diante de exigências específicas para a continuidade de sua vida de estudos”, diz — logo no primeiro parágrafo; e prossegue: “Novas posturas diante de novas tarefas ser-lhe-ão logo solicitadas”. Afora as mesóclises, de gosto duvidoso, as prescrições são válidas.

Dentre elas, a que mais me tomou a atenção foi a de documentar as aulas, debates, seminários, conferências, etc. A fim de, além de melhorar o entendimento do que é exposto em sala, servir de subsídio para futuras pesquisas. Outra recomendação igualmente interessante é a leitura de revistas e sites especializados. Sobre estes últimos o autor não se aprofunda muito, já que à época da publicação do livro (2002) a utilização deles para estudos universitários no país era ainda incipiente. Por isso, se me permitem, listo abaixo alguns sites com informações relevantes para a área jurídica.

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* Joabe da Silva Arruda é aluno do primeiro período de direito da UFMA/Imperatriz.
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Por Taynara Viana de Oliveira.*
5

Para a maioria dos estudantes, o primeiro passo para a construção do pensamento científico dar-se na universidade. No entanto acostumados a “adquirir e reproduzir para não criar”, torna-se dificultoso tomarem uma “nova postura diante das novas tarefas que lhes são solicitadas”.

Mas é preciso ter em mente que não se constrói um projeto de estudo organicamente estruturado do dia para noite. Antes de tudo é preciso uma forte integração intelectual que se constrói na tríade formada pelo estudante, pelo seu mestre e os instrumentos de estudo que a universidade oferece.

Além disso, é condição sine qua non que haja humildade e confiança por parte do estudante. Primeiro porque, por mais que seu projeto de trabalho seja altamente individualizado ele não pode se dispensar de atitudes que irão lhe ajudar no desenvolvimento de suas auto-atividades didáticas, como ser coerente com a atitude crítica e não sentir-se diminuído diante das dificuldades. Segundo é que o universitário acredite com segurança no contexto no qual seu estudo esteja inserido.

Soma-se a isso a atividade orientadora do professor, que tem como objetivo principal fazer o aluno pensar. Nas palavras de Paulo Freire “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção”.

Sendo assim fica explicito também o papel do estudante que é o de buscar incisivamente o conhecimento, ou seja, além das aulas em sala, é preciso aprofundar-se no assunto, através de textos básicos, dicionários, textos introdutórios, revistas especializadas, recursos eletrônicos gerados pela tecnologia informacional, entre outros.

Cabe esclarecer que todo o momento do processo de construção do conhecimento é importante. E que se o universitário deixar passar todas as suas dúvidas sem registrar, sem ter o prazer de recriá-las, de reescrevê-las, reinventá-las é muito possível que este tempo que passou na universidade tenha pouco proveito.

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* Taynara Viana de Oliveira é aluna do primeiro período de direito da UFMA/Imperatriz.
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A Importância do Método de Estudo

Por Thaidna Ribeiro Sales.*
6

No ensino médio é requerida do estudante uma determinada postura para garantir seu aprendizado. No ensino superior, essa postura é exigida sob uma forma ainda mais rigorosa, o universitário necessitará de mais disciplina e iniciativa, pois o aprendizado dependerá fundamentalmente dele. O professor terá papel apenas de facilitador, e as aulas presenciais não serão suficientes para o desenvolvimento da aprendizagem. Além do que, não bastará agora usufruir dos recursos teóricos de uma forma passiva e apática, eles serão apenas um instrumento para se desenvolver idéias próprias e opiniões pessoais, para isso é necessário analisá-los de forma crítica.

Ao ingressar na vida de universitário, o estudante deve começar a montar sua própria biblioteca, pois ele precisa ter em mãos materiais que lhe permitam criar uma base teórica geral a partir da qual ele poderá construir seu conhecimento. Esses recursos complementarão os dados adquiridos através das atividades feitas na classe.

É importante saber explorá-los adequadamente, para isso é preciso seguir um método de estudo disciplinado. A documentação é uma técnica muito eficaz que ajuda o aluno a absorver e fixar o conteúdo. Durante a aula ele anota pontos-chave do discurso do professor, e em casa, a partir do que foi anotado, ele reestrutura os tópicos transformando-os em texto, explorando os recursos de pesquisa nos casos em que ele não lembre claramente a idéia remetida por determinado ponto-chave.

Para um rendimento melhor do aluno, é necessário que ele se organize também em relação aos horários. Disciplina aqui é o termo crucial, mesmo que se tenha pouco tempo disponível para o estudo individual, com organização é possível ter um bom resultado.

O método básico de estudo que um estudante deve seguir é então: Durante a aula presencial, anotar tópicos curtos sobre os temas principais abordados, sem deixar de estar atento ao que está sendo dito; Em casa retomar esses tópicos e elaborar a documentação da aula, buscando no seu material de pesquisa recursos que lhe tire dúvidas ou que aprofunde o conhecimento sobre o tema; e buscar obter antecipadamente um referencial teórico básico sobre a unidade programada para a aula seguinte, onde ele recomeçará o ciclo.

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* Thaidna Ribeiro Sales é aluna do primeiro período de direito da UFMA/Imperatriz.
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